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Como funciona a avaliação neuropsicológica infantil?

A avaliação neuropsicológica infantil é um processo de mapeamento global dos aspectos cognitivos e comportamentais da criança, a fim de predizer ou identificar pontos que necessitem de alguma intervenção ou cuidado especial. Para Costa et al. (2004), a neuropsicologia infantil busca investigar e diagnosticar de forma precoce sinais de déficits ou inadequações no funcionamento cognitivo-comportamental das crianças.

 

Este processo é conduzido por profissionais com título de Especialista em Neuropsicologia (preferencialmente reconhecidos pelo Conselho Federal de Psicologia), com o uso de instrumentos e técnicas, como entrevistas, avaliação documental, observação clínica e aplicação de inventários, escalas e testes neuropsicológicos.

 

Como funciona o processo?

O atendimento infantil se inicia com uma sessão com os pais ou responsáveis, que muitas vezes chegam ao consultório munidos de um encaminhamento de médicos neuropediatras, pediatras ou psiquiatras infantis, de outros profissionais da saúde, como psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais ou, até mesmo, de profissionais do campo escolar, como psicopedagogos, pedagogos e professores.

 

São diversas as razões que levam estes profissionais a solicitarem uma avaliação neuropsicológica infantil, como: altas habilidades/superdotação, dificuldades de aprendizagem (dislexia, discalculia, dislalia, etc.), transtorno do déficit de atenção/hiperatividade, transtorno do espectro autista, Síndrome de Asperger, transtorno opositor-desafiante, ansiedade, fobias, distúrbio do processamento auditivo central, perdas cognitivas decorrentes de convulsões, de processos infecciosos ou inflamatórios no cérebro, dificuldades resultantes de processos de neurocirurgia ou tumores, dentre outros.

 

Vale lembrar que também há demanda espontânea, ou seja, pessoas que chegam ao consultório por conta própria, porque observaram facilidades ou dificuldades cognitivas ou comportamentais nos(as) seus(suas) filhos(as).

 

Em um segundo momento, o profissional atenderá a criança, explicando de forma adequada os procedimentos que serão realizados como as tarefas e testes neuropsicológicos. Todos os instrumentos utilizados, tem linguagem apropriada para o público infantil e serão realizados com acompanhamento direta do profissional, que também realizará a observação clínica dos comportamentos e atitudes da criança.

 

Alguns processos podem exigir durante este segundo momento que o profissional faça uma análise documental observando laudos de exames de imagem (tomografia, ressonância, raio-X, dentre outros), laudos psicológicos, laudos fonoaudiológicos, relatórios escolares e psicopedagógicos. Portanto, sempre que solicitado, leve ou encaminhe a cópia destes exames na primeira sessão para o neuropsicólogo.

 

A terceira etapa do processo, constitui-se na construção do laudo. O profissional irá organizar todos as informações coletadas, realizará a correção e interpretação dos instrumentos e fará um estudo de caso, para construção de um documento que descreverá o funcionamento cognitivo e comportamental da criança, assim como fará a proposição das possíveis medidas interventivas e encaminhamentos, quando necessário.

 

Por fim, a última etapa é a sessão de devolutiva, onde os pais ou responsáveis serão convidados a irem ao consultório para receber o documento, assim como as explicações acerca do processo e seus resultados, pelo próprio neuropsicólogo.

 

Para que este procedimento seja bem feito, recomendo sempre que procure um especialista em neuropsicologia que seja reconhecido pelo Conselho Federal de Psicologia na sua localidade. Caso esteja ou venha a São Luís, pode contar comigo!

 

Caso tenha dúvidas sobre a avaliação neuropsicológica infantil ou necessite deste serviço, entre em contato comigo através do meu WhatsApp (98) 98893-5058.

   

Por: Thiago Linhares
Psicólogo CRP 22/1834

Especialista em Neuropsicologia

 

 

Referências

 

Costa, D. I.; Azambuja, L. S.m PORTUGUEZ, M. W., & Costa, J. C. (2004). Avaliação neuropsicológica da criança. Jornal de Pediatria, 80 (2 Suppl.), 111-116.

 

 

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